segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Síndrome PFAPA, o que é?

Há uns tempos, conheci uma criança com Síndrome de PFAPA. Fiquei a olhar para a mãe, à espera que me explicasse no que consistia a doença. pois nunca tinha ouvido falar.
A mãe explicou-me que a criança era completamente normal, apenas tinha um sistema imunitário muito fraco, pelo que esta adoecia com muita frequência. O que para uma criança dita "normal" é só uma pequena virose, para ela consistia logo em ficar hospitalizada, pois com o seu sistema imunitário fraco, as viroses atacam-na numa dimensão muito maior. Sendo que num Infantário o que mais existe são viroses, esta criança faltava inúmeras vezes à escola.
Felizmente, e ao que parece, esta doença desaparece com o passar da idade, pelo que a mãe me disse. E a medicação que lhe era administrada para a ajudar a melhorar era a cortisona. Só à base de cortisona é que se conseguia ver melhorias na criança.
Aqui fica um pouquinho de informação sobre esta síndrome!

"A Síndrome PFAPA (periodic fever, aphtous stomatitis, pharyngitis, cervical adenitis), ou seja,febre periódica, estomatite aftosa, faringite, adenite)  carateriza-se por episódios recorrentes de febre elevada, estomatite aftosa, adenite cervical e faringite que ocorre maioritariamente em crianças com idade inferior a cinco anos.

Pensa-se que as crianças com esta síndrome possuem um atraso da maturação do sistema imunitário, que desaparece com o avançar da idade, resolvendo a sintomatologia. Assim sendo, os adultos com síndrome PFAPA serão indivíduos que nunca alcançaram a maturidade imunológica e por isso em determinadas situações desencadeiam episódios consistentes com PFAPA (...)" in http://repositorio.hospitaldebraga.pt/bitstream/10400.23/782/1/SPFAPA%20ARTIGO.pdf

E vocês, já contataram com alguma criança com esta síndrome?

domingo, 11 de outubro de 2015

O que fazer quando os pais não querem admitir que o seu filho tem uma NEE?

Não é fácil para um pai aceitar que o seu filho não é "normal" como os outros. É um choque, o mundo parece que vai desabar... Para nós, profissionais de educação, também não é fácil, quando detetamos que a criança tem algum problema, e que temos de alertar os pais. Primeiro, porque não somos profissionais de saúde. Temos alguns conhecimentos, através do que lemos, de pesquisas, de pequenas formações, mas isso não nos dá o direito de diagnosticarmos uma doença a uma criança! Depois, o grande problema também está em como vamos abordar os pais sobre um assunto tão sensível como este.
Temos que estar muito atentos à criança, pesquisarmos sobre o que achamos que esta padece e depois, muito suavemente, abordar os pais, questionando-os sobre determinados comportamentos da criança, se esta os tem também em casa, se não consideram melhor consultar um profissional de saúde, mostrando-nos completamente acessíveis para se for necessário efetuarmos algum relatório para levarem ao médico.
Ao longo da minha prática, apenas tive um caso de uma criança em que detetei Síndrome de Asperger. Fui muito calmamente pesquisando por conta própria sobre este síndrome e quando a mãe também se apercebeu que a criança tinha alguns comportamentos ditos anormais, encorajei-a a procurar ajuda médica, levando com ela um relatório que eu fiz.
Quando esta se dirigiu a mim a falar nesse síndrome, mostrei-lhe toda a pesquisa que já tinha feito!
mas sei de casos em que os pais recusam-se a aceitar que algum se passa com o seu filho, que atiram as culpas para os profissionais de educação, e estes acabem por sentir-se mal, pois querem ajudar as crianças e quando os pais não aceitam, torna-se deveras muito complicado.
Aqui ficam, muito sintetizados, alguns sinais de autismo (que é o síndrome da moda), para que possam ser úteis para algumas pessoas...


E vocês, quais são as experiências que já tiveram, como profissionais de educação e como pais/familiares ao aperceberem-se que uma criança tem NEE? Partilhem connosco! :)

sábado, 10 de outubro de 2015

Muito grata!

Este blog surgiu como um "diário" de desabafos, interrogações, inquietações sobre o estado da nossa educação, e nunca pensei obter tantos gostos! Fico muito, muito feliz e já que aqui chegámos, gostaríamos de ter mais visibilidade! Porque temos de ter coragem e acreditar, aqui fica o pedido para partilharem o link de Educação Precisa-se, para que possamos crescer ainda mais!
Obrigada e bem hajam! :)

domingo, 4 de outubro de 2015

O Outono!


Que as folhinhas coloridas do Outono tragam cor às vossas vidas! Boas explorações de Outono com os vossos meninos!


Desilusão....

Hoje sinto-me desiludida! Desiludida com estas eleições! Desiludida com a decisão que os portugueses tomaram! Falo apenas pela minha categoria profissional, mas as condições de trabalho precárias, os baixos salários e o nível de desemprego altíssimo são caraterísticas de quase todas as categorias profissionais... Mas falo por mim... Que a minha categoria só me oferece condições muito precárias, com ordenados cada vez mais baixos, que me fazem querer deixar de trabalhar nesta área. Fico triste por saber de tantos colegas à minha volta desempregados, e sem grandes expetativas... Sinto-me revoltada com a PACC que este governo inventou, quando todos nós já fomos alvo de provas suficientes durante o nosso percurso académico e mesmo assim, acham que continuamos a necessitar disso, como se fossemos uns burros que por aqui andamos... Sim, hoje sinto-me muito desiludida e triste por o povo português continuar tão pacífico e com aversão à mudança!

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Benvindo Senhor Outono!

Pois é, o Senhor Outono já veio visitar-nos, e com ele trouxe muitas folhinhas... Por aqui já se preparam atividades de Outono para trabalhar com as crianças. E por aí, já há muitas ideias para se colocar em prática?

domingo, 13 de setembro de 2015

Primeiro dia de escola...

...Muita angústia, muitas interrogações, muito choro.... Sentimentos estes não só vividos pelas crianças, como pelos seus pais. E ali estamos nós, Professores e Educadores, para darmos o nosso carinho, o nosso colinho (que nunca substitui o de uma mãe), com mil e uma brincadeiras e canções para que as crianças se sintam reconfortadas, e se esqueçam, por um momento, da ausência dos seus pais. E ali estamos também para dar uma palavra reconfortante aos pais, para que não se preocupem, que a adaptação das crianças irá correr bem. Que aos pouquinhos vão deixar de chorar, e vão sorrir e brincar cada vez mais, percebendo que a escolinha é um lugar bom, que transmite alegria, conhecimentos e muita partilha!
E o vosso primeiro dia de escola, como pais e profissionais de educação, como foi?