quinta-feira, 4 de junho de 2015

"Eduardo Sá reinventa os direitos das crianças!"

* Este Senhor sabe o que diz! Mais uma vez alguém que também dê a importância fulcral que é o BRINCAR, visando o melhor desenvolvimento das crianças! :)
Aqui ficam então os direitos das crianças, segundo Eduardo Sá:



1. AS CRIANÇAS TÊM DIREITO A BRINCAR TODOS OS DIAS.Na escola, entre as aulas e ao longo delas (sempre que o professor for capaz de pôr brincar a rimar com aprender). Em casa e ao ar livre – no quarto como num parque – sob o olhar, discreto, dos seus pais. Brincar só ao fim de semana não é brincar: é pôr uma agenda no lugar do coração. 

2. AS CRIANÇAS TÊM DIREITO A EXIGIR O BRINCAR COMO O PRINCIPAL DE TODOS AS DEVERES.As crianças têm o direito a defender a primazia do brincar sobre todas as tarefas. A fórmula: «primeiro, fazes os deveres e, depois, brincas», tão do agrado dos pais, é proibida! Só depois do brincar vem o trabalho.

3. AS CRIANÇAS TÊM DIREITO A UNIR BRINCAR COM APRENDER.
Brincar é o “aparelho digestivo” do pensamento. Liga a imaginação com tudo o que se aprende. Quem não brinca imita, repete, fábula, falseia ou finge. Mas zanga-se, sem redenção, com o aprender!

4. AS CRIANÇAS TÊM DIREITO A NÃO SABER BRINCAR.
Brincar é uma sabedoria que nunca se detém: inventa-se, descobre-se, deslinda-se, desvenda-se. Brincar é confiar: no desconhecido, no que se brinca, com quem se brinca. Crianças sossegadinhas são brinquedos à espera dos pais para brincar.

5. AS CRIANÇAS TÊM DIREITO A DESCOBRIR QUE OS MELHORES BRINQUEDOS SÃO OS PAIS.
Apesar disso, têm direito a requisitar tudo o que entendam para brincar. Têm direito a brincar com as almofadas, com caixas de cartão, com os dedos, e com tudo mais que entendam, por mais que sejam não sejam objectos convencionados para brincar. Tudo aquilo que não serve para brincar não presta para descobrir e com brinquedos de mãos brinca-se de menos.

6. AS CRIANÇAS TÊM O DIREITO A DESARRUMAR TODOS OS BRINQUEDOS...
(e a arrumá-los, de seguida, com um toque… pessoal). Têm direito a desmanchar os que forem mais misteriosos, mais rezingões ou, até, os divertidos. Quando brincam, têm direito a ter a vista na ponta dos dedos, a cheirar, a sentir, a falar, a rir ou a chorar. Não há, por isso, brinquedos maus! A não ser aqueles que servem para afastar as pessoas com quem se pode brincar.

7. AS CRIANÇAS TÊM DIREITO A BRINCAR PARA SEMPRE.
A Infância nunca morre: apenas adormece. E quem, crescimento fora, se desencontra do brincar, não perceberá, jamais, que não há crianças se não houver brincar.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Feliz Dia Mundial da Criança #2

...Porque elas merecem, aqui ficam algumas linhas, dedicadas a todas as crianças deste mundo!



domingo, 31 de maio de 2015

Feliz Dia Mundial da Criança!

Porque elas merecem ser felizes, não só este dia como todos os outros dias do ano; porque merecem ter uma família que as ame e não as maltrate; porque merecem ter uma casa onde se sintam bem; porque merecem ir à escola e serem tratadas como crianças, e não como objetos ou escravas!
Num mundo que cada vez está mais "podre", onde os mal tratos a crianças são notícias constantes nos noticiários, vindos da maior parte das vezes, da parte das famílias, daquelas que deveriam ser o seu porto seguro, que deveriam dar-lhes amor e motivos para sorrir...mas elas infelizmente não podem escolher as suas famílias!
Assim, neste dia, presto homenagem a todas as crianças, que vivem em lares felizes, mas principalmente às que estão em risco. Porque vocês são o o futuro de amanhã, um bem haja a todas as crianças do mundo!

Dia Mundial da Criança...

O Dia Mundial da Criança está a chegar... Já têm tudo preparado para um dia de diversão e alegria com as vossas crianças?

"Diário de uma criança à beira do nervoso miudinho!"

Tive conhecimento deste belo artigo do Eduardo Sá, há uns anos atrás, numa das revistas dos Educadores de Infância (que eu comprava religiosamente todos os meses). Foi dos primeiros artigos, deste senhor, 
que tomei contato,e a partir daí fiquei "fã" dele!
Mais um artigo que vale a pena ler, pois é um artigo, onde se tenta entender o ponto de vista não dos adultos, mas sim das crianças!
"Os pais não servem como despertador. Adormecem de manhã, como todos nós, mas, ao mesmo tempo que levantam a persiana e nos chamam «Meu querido» e coisas assim, querem que, entre a cara lavada e os cereais despachados, façamos dos 0 aos 100 em poucos... minutos.
Entretanto, como convém às pessoas ponderadas, e paramos de nos vestir para pensarmos na vida, eles sofrem de hiperatividade e, em jeito de ameaça, gritam qualquer coisa do género: «Eu juro que me vou embora, e deixo-te aqui!» (que era tudo o que eu mais queria!).
Os pais servem, também, para nos tirar a boa-disposição, antes do trabalho. Enquanto só não chamam «boas pessoas» a todos os senhores automobilistas que, segundo eles, estavam bem era dormir, ouvem (de meia em meia hora!) as mesmas notícias, atendem o telefone, olham 30 vezes para o relógio, melindram-se com a nossa cara de segunda-feira e, sempre que dizem, com voz de pateta: «Quem é o meu tesouro, quem é?», quem faz as contra-ordenações perigosas somos nós!
Os pais servem para imaginar que todas as crianças, ao chegarem à escola, são campeãs de felicidade.
E que nunca nos apetece mandar a nossa professora para a... biblioteca, de castigo, enquanto ela pensa se não será feio mentir (sempre que grita connosco, quando garante, aos nossos pais, que é só doçuras e meiguices...).
Os pais servem, também, para nos ir buscar à escola. E nisso escapam! Mas, independentemente de nos apetecer limpar o pó ao mundo, perguntam (todos os dias!): «Correu bem a escola? e O que foi o almoço?», com tantos pormenores, e no meio de tanta inquietação, que nos provocam brancas e nos levam ao stresse.
Os pais servem para nos deixar nos tempos livres. E, quando pensávamos que podíamos brincar à vontade, (ou não são os tempos... livres?) descobrimos que eles só podem ter sido levados ao engano porque, afinal, nos obrigam a estar, mais uma vez, quietos e calados. E, pior, quando estamos prontos a pedir o livro de reclamações, ora nos castigam com trabalhos de casa ora nos põem, sentadinhos, a ver os mesmos desenhos animados tantas vezes, que nós achamos que isso deve servir para aprendermos a contar até... 
100.
Mas os pais servem, também, para trabalhar para a nossa formação desportiva e para o lazer. Quando chegamos à natação, gritam quando não nos queremos despir ali, à frente de toda a gente. Acham que não podemos brincar nem nos balneários nem na piscina. E gritam, outra vez, quando insistimos que os avós e os acompanhantes das outras crianças não deviam saber em que preparos viemos ao mundo.
Os pais servem, também, para zurzir no nosso lado bem-disposto, quando (de regresso ao carro) nos mandam cumprimentar a prima Maria da Glória que, em vez de nos dizer «Olá», delicadamente e com maneiras, nos esborracha contra ela e nos lambuza e, enquanto nos despenteia, duma ponta à outra, nos ofende, de cada vez que diz: «Ai, meu filho, o teu rapaz está tão crescido!....» (Meu filho?... Mas o pai bateu com a cabeça? Então, maltratam-lhe o filho, em vez de lhe darem um beijo transformam-no em algodão doce, e ele, ainda por cima, sorri e agradece?...)
Quando, finalmente, entramos em casa e estamos prontos para descansar, os pais servem para nos dizer, contra todas as nossas expectativas: «Primeiro, fazes os trabalhos de casa. Só depois brincas».
E servem para azedar a nossa boa disposição quando, logo a seguir, tratam, como se fosse contrafação, os pacotes de leite, as embalagens de bolachas e as caixinhas com os presentes da Happy Meal que, carinhosamente, tínhamos a dormir ao pé de nós.
Os pais servem para escandalizar, todos os dias, a nossa paciência, ao jantar. Começam por nunca respeitar o nosso: «Já vou!». Vendem-se à publicidade enganosa de cada vez que acham que a sopa de cenoura «faz os olhos bonitos». Servem-nos ervilhas e, carinhosamente (como quem não está muito seguro do produto
que promove), chamam-lhe «bolinhas».
E nunca se cansam de nos dizer que a fruta faz bem!
E, quando o dia não pára de nos surpreender, os pais servem para dizer, todos os dias: «A partir de hoje... tu vais ver!».
E, sempre que estão chateados com o trabalho, para reclamar. Assim: «Ah queres fazer uma birra? Pois vamos ver quem faz a birra maior!...»
E, quando querem quebrar a monotonia dos nossos dias, os pais, servem para pronunciar com alma cada palavra, quando nos estragam com meiguices: «Qualquer dia... eu emigro! Para muito longe! E quero ver como é que vocês se safam!».
Com dias assim, em que o pai e a mãe fazem de Capitão Gancho, quem não se rende à canseira e adormece antes do fim de cada história? E quem é que não cede ao nervoso miudinho e não acorda, a meio da noite, com os nervos em franja? E quem é que não ficaria desolado, no meio de toda a energia renovável que eles têm, quando perguntam com quem estávamos a sonhar (e nós, não podendo dizer que era com eles), respondemos que temos medo é... do Papão!
Nós gostamos dos pais. Desconfiamos que eles imaginam que passam pouco tempo connosco mas, se for para isto, não temos coragem para os contrariar. Afinal, nós sabemos que todas as pessoas de coração grande têm a cabeça quente.
E nunca pomos em dúvida que só o amor importa. Só não entendemos porque é que os pais tenham de ser esta canseira!
E achamos que, desta maneira, eles nos fazem nervoso miudinho".

sábado, 30 de maio de 2015

"É preciso ser um bocadinho estranho para se ser professor!"

E palavras para quê? Este Senhor põe tudo claro, como a água! Numa síntese, ser Professor/Educador é exatamente isto!





quarta-feira, 27 de maio de 2015

Semana Mundial do Brincar!

Porque "brincar é tão importante como respirar"... pais e profissionais de educação -  vamos deixar as nossas crianças brincarem!