quarta-feira, 15 de abril de 2015

Há mimo a mais? Ou o mimo é saudável?

Segundo o pediatra Mário Cordeiro, o mimo não faz mal e nunca é a mais, pois tal como ele refere, nós mesmos gostamos de receber miminhos, mesmo sem ser em ocasiões especiais! Agora o que é mau, é os pais tentarem comprar os filhos com coisas, para colmatarem o pouco tempo que despendem com estes, ou mesmo a pouca atenção que lhes dão. Isso sim é que é péssimo! Tira-me do sério ver os pais a comprarem os seus filhos com tudo... "Ai e tal porta-te bem senão não te compro o brinquedo que queres...", em vez de tentarem perceber porque é que a criança está a portar-se mal, tentando chamar a atenção dos pais.
Tal como este pediatra refere “O problema é estragar as crianças com excesso de coisas, tentando comprar os seus afetos. Mas isso não é mimo; é má educação!”
Aqui fica o video sobre este assunto!





domingo, 5 de abril de 2015

A alimentação (não) saudável das nossas crianças...

Vi há dias esta reportagem na SIC http://player.sicnoticias.pt/video/sicnot/2015-04-01-Grande-Reportagem-Interactiva-Somos-o-que-comemos-  a qual gostei muito e de nada me surpreendeu! Esta reportagem fez-me recordar os exemplos que já constatei, ao longo dos anos de prática, em vários contextos. Em  todos esses contextos, tenho-me apercebido da alimentação nada saudável que as crianças em idade pré-escolar têm.
No contexto de estágio, tomei logo contato com esta realidade.  No J.I. onde estagiei as crianças traziam lanche de casa e muitas daquelas lancheiras vinham carregadas com grandes bombas calóricas, principalmente à base de chocolates.
Durante alguns anos, trabalhei numa Instituição em que as crianças não tinham de levar lanche (felizmente para a saúde delas) mas contudo, eu percebia que a alimentação delas em casa não era a melhor; principalmente quando à hora do almoço recusavam-se a comer legumes e vegetais, tanto na sopa como em saladas. Tinha mesmo casos em que as crianças nem aceitavam ter a presença de vegetais no prato, pois automaticamente não comiam mais nada por estes estarem lá!
Depois havia os espertinhos, que muito sorrateiramente, colocavam os seus vegetais no prato do "vizinho" do lado.
Mas, o que ainda conseguia deixar-me perplexa eram aquelas criancinhas que entravam, logo pela manhã, a mascar pastilhas. Obviamente que assim que eu dava para isso, fazia-lhes o ultimato para irem deitar as pastilhas imediatamente para o balde do lixo.
Ah, e ainda tinha aqueles pais "muita fixes" que vinham buscar os filhos com um saquinho de gomas na mão, ou um chupa, ou um pacotinho de batatas fritas!
Mais tarde, já em contexto de ATL (com idades compreendidas entre os 3 e os 6 anos), voltei a "tomar contato com as lancheiras" carregadas com bombas calóricas, com o lanche da manhã e da tarde. Tinha crianças que não levavam uma única sandes para comer, o que fazia-me uma certa confusao. Tinha uma que só levava sandes com Tulicreme para comer, tanto de manhã como de tarde.
Depois, era vê-los a beber sumos carregados de açúcar e corantes, mais os famosos Bollycaos e batatas fritas. Era uma autêntica "desgraça alimentar"!
Poucos, muito poucos, eram os que mantinham lanches saudáveis, com iogurtes, sandes de fiambre ou queijo e frutinha!
Em contexto de Creche, os pais não "entopem" os filhos com doces e sumos, mas tenho tido casos de crianças que adoram comer. Quando vêm comida, os olhinhos até brilham e choram se não são as primeiras a serem servidas; e vejo pais que não lhes "colocam um travão", pelo que as crianças ficam no limite do percentil de peso. E os pais ainda me dizem que as crianças são pequenas, logo não vão deixar de lhes dar comida! Ora obviamente que a questão não é essa, mas sim não deixar a criança repetir o segundo prato ou a fruta (pois fruta é saudável mas contém açúcares, que em demasia, como todos sabem, também é prejudicial para a saúde).
No  refeitório, eu tento que as crianças comam um pouco de tudo, mas aquelas que adoram comer (e que estão um pouco mais fortes) tento não encher-lhes os pratos, nem deixá-las repetir.
Obesidade infantil existe, e cada vez mais associada a ela muitos mais problemas de saúde vão aparecendo (diabetes, problemas cardiovasculares e não esquecendo a baixa auto-estima, fazendo com que as crianças isolem-se e não socializem, sendo alvo de chacota e bullying, por parte dos colegas, etc)
Pela prática que tenho tido, acho que há pouca consciencialização da parte dos pais, relativamente a esta temática, pelo que infelizmente quem irá sofrer mais tarde, serão as crianças! 

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Páscoa Feliz!

Votos de uma Páscoa Feliz para todos, em família e com poucos ovos de chocolate pois o açúcar faz mal! Falaremos dele no próximo post! ;-)

sexta-feira, 27 de março de 2015

“Desconsiderar professores deveria ser crime”





Gosto muito do Eduardo Sá! Tem uma ideia bastante correta e direta dos fatos! Irei partilhar, ao longo do blog, várias entrevistas dele!

Acerca da não valorização dos Educadores/Professores, recomendo esta entrevista! Aqui, ele revela que deveria dar-se mais valor aos Educadores de Infância, bem como aos Professores de 1º Ciclo, e que estes deveriam ser remunerados como os Juízes!

Infelizmente neste meu mundo, não me dão o devido valor e muito menos sou bem remunerada! Estou a "anos luz" de ser remunerada como um Juiz, infelizmente!

E ao longo dos anos muitos têm sido os comentários que tenho ouvido: "Ah para se ser Educadora é preciso ir à Universidade?" "Ah, vocês não fazem nada, é só tomar conta e brincar com as crianças". Já para não falar nos paizinhos que vêm com grandes conversas, achando-se superiores, e tratando-nos como estúpidos e burros.

Não é fácil, nada fácil e há dias em que apetece "baixar os braços" e desistir!

quarta-feira, 25 de março de 2015

Falemos da "desordem mental" que mais está na "moda" - a HIPERATIVIDADE

Aos interessados na matéria, convido-vos a ler o seguinte artigo:
"Quando completa 50 anos de carreira, o pediatra fala à Lusa das suas preocupações atuais e aponta como um dos grandes desafios da pediatria moderna os problemas comportamentais e relacionais das crianças e dos adolescentes.
"Hoje talvez estejamos na linha de fronteira de passar do modelo patológico para o modelo relacional e isto faz a diferença na pediatria, na educação, na psicologia, em toda e qualquer atividade formativa", afirma.
Para Gomes Pedro, que aprendeu e começou a prática clínica centrada no diagnóstico das doenças, hoje é fundamental estabelecer precocemente uma relação entre o pediatra, os pais e o bebé, preparando-os para as várias fases do desenvolvimento expectáveis e acompanhando-os nos problemas que daí possam advir.
É o que se passa com a Hiperatividade e o Défice de Atenção (PHDA): "Estas doenças e expressões aparecem porque o pessoal de saúde está mais sensível, mais atento às perturbações de comportamento do que há uns anos atrás".
Gomes Pedro adverte, no entanto, que esse olhar, o começar a olhar para o comportamento, leva, como risco na intervenção dos profissionais, a considerarem quase matematicamente: "o menino está muito ativo, está hiperativo".
"A professora queixa-se de que está ativo, "é uma síndroma de Attention deficit hyperactivity disease", a professora diz "leve ao seu médico", e os médicos que não estejam ainda bem formados, bem alicerçados no que é o comportamento normal do que é um sinal de risco no comportamento, receitam o metilfenidato" (fármaco para tratamento da PHDA), acrescenta.
Isto comporta o "risco de se usar sistematicamente substâncias farmacológicas quando não há hiperatividade nenhuma", pois "a atividade que vemos, por exemplo, num gabinete, é própria de uma criança com três, quatro ou cinco anos, que gosta de explorar e que, mais do que normal, é desejável", sublinha.
Segundo o pediatra, "é muito frequente os pais chegarem com uma criança com três anos e a dizer "ela deve ter hiperatividade e precisa de ser tratada".
O que acontece é que as pessoas estão mais despertas, o que comporta outros riscos: a hiperatividade e o défice de atenção hoje está, por um lado, sobrediagnosticado, e por outro, mal diagnosticado, o que significa que há crianças que tomam o metilfenidato sem precisarem e outras que precisariam e não o tomam.
"Há crianças hiperdiagnosticadas e outras crianças hipodiagnosticadas", sublinhou, acrescentando que "a moral da história" é que é preciso garantir que não se deixa de diagnosticar uma hiperatividade e défice de atenção, que é facilmente corrigida farmacologicamente, mas que também não se começa a usar drogas quando não é necessário.
Não é que a medicação tenha muitos riscos, salienta, mas "um princípio fundamental na medicina é tratar quando é preciso e hoje a implicação de tratar não é só medicamentosa, mas é o acompanhar".
A grande questão é que não existem ainda meios para garantir um diagnóstico exato da PHDA.
"Não há propriamente um meio tão concreto como fazer uma análise para ver se há uma infeção, uma apendicite. A gente vê que há uma alteração dos glóbulos brancos, que mesmo que não se palpe conveniente uma barriga para fazer o diagnóstico, há uma análise concreta que nos diz "há infeção nesta criança"".
No domínio do comportamento, no chamado modelo relacional, isso não é tão fácil, pois embora haja testes, como o Connors e outros, que dão pistas para que se possa estar perante uma PHDA, é preciso que o pediatra -- "deve ser ele a tomar conta destas crianças - tenha experiência e tenha competência para distinguir entre essa perturbação e uma atividade normal".
"É que é `hiperativa` toda a criança pequena, nomeadamente a criança que entra para o jardim-de-infância", e é preciso ter isso bem presente e "não hiperdiagnosticar síndromas de défice de atenção que obrigam imediatamente a medicar". 

Ler mais: http://visao.sapo.pt/hiperatividade-esta-mal-diagnosticada-em-portugal-diz-especialista=f814206#ixzz3VKTzuOnq


A Hiperatividade existe, isso é um fato, contudo hoje em dia parece que está na "moda" todas as crianças mais irrequietas serem portadoras desta patologia. Nos últimos anos, tenho tido pais, que se dirigem a mim, preocupados com os seus filhos, pois julgam que estes têm hiperatividade. A mim dá-me vontade de rir, pois embora não seja médica, tenho a certeza que essas crianças não têm hiperatividade. Simplesmente são mais irrequietas, agitadas, e gostam de explorar incessantemente o meio que as rodeia. E essas mesmas crianças o que precisam de medicação é: serem contrariadas em casa. Os pais deverão ser mais rígidos na sua educação, deixando bem assentes as regras, não cedendo às suas birras sem nexo! Mas mais uma vez, esta conversa está a ir pelo caminho de sempre: Educação precisa-se e com urgência!!
Existe Hiperatividade sim, mas não se pode confundir falta de educação/regras com esta patologia!

segunda-feira, 23 de março de 2015

As chuchas e os benefícios que trazem/ não trazem!

Não sou contra que as crianças usem chucha! Quando são bebés e estão no Berçário, percebemos que a chucha serve de "aconchego" para os bebés, que tão pequeninos estão longe das suas progenitoras. A chucha, a fraldinha de pano e um bonequinho ajudam a acalmar as crianças, transmitindo-lhes alguma segurança.
Agora sou contra crianças mais velhas, de dois anos em diante, usarem chucha a toda a hora, seja na rua, seja dentro da Creche/Jardim de Infância. Quando estou em salas de 1 ano, habituo as crianças a chegarem à sala e entregarem-me a chucha, e só a utilizam quando vão dormir, para lhes dar o tal "aconchego". Claro que no inicio do ano deixo-as andarem um pouquinho na sala com a chucha, para que a habituação a novas rotinas não seja vista por elas, como uma mudança radical. Contudo, a pouco e pouco, vão-se habituando só a usarem quando vão dormir.
O que eu não consigo compreender, de forma alguma, é os pais insistirem a dar a chucha a crianças que já não a pedem durante todo o dia na escola!  Mal tiram as crianças da sala, colocam-lhes a chucha na boca, mesmo sem estas pedirem! Ou então mal a criancinha começa a fazer uma birra, lá vai a bendita chucha entrar em ação!
Andamos nós a ensinar-lhes que a chucha é só para quando vão dormir, ou então festejamos por algumas crianças que a usavam para dormir agora já nem isso usam, para virem os paizinhos e "estragarem" tudo! Os pais rendem-se facilmente. Na competição entre pais e filhos, os filhos saem sempre a ganhar e isso é inadmissível! Os paizinhos não conseguem perceber, que mais tarde isso vai trazer-lhes muitos problemas, pois as crianças percebem, desde cedo, que são elas a mandar e que facilmente conseguem manipular os pais, para terem aquilo que querem, mesmo que isso seja prejudicial para eles.
Pais, percebam de uma vez por todas, que a partir dos dois anos, a chucha não serve para nada para os vossos filhos. Serve sim, para deixar os dentes tortos bem como trazer problemas ao nível da linguagem! Experimentem ter um ou dois rebuçados na boca e tentem falar. Não conseguem articular as palavras corretamente, como se estivessem sem os rebuçados na boca certo? É exatamente a mesma coisa que acontece aos vossos filhos!
Para além do que já referi, o uso prolongado da chucha poderá trazer ainda mais problemas, Espreitem então este artigo (é só clicar no link!) http://thelmomuniz.pt/chuchas-amigas-ou-inimigas/


sábado, 21 de março de 2015

É permitido dar uma palmada?





Declarações interessantes do Dr. Mário Cordeiro. Também eu acredito que um "enxota moscas" na fralda faria milagres nas nossas crianças. Elas percebem perfeitamente que no dia a dia não lhes podemos dar um "enxota" fraldas, e que os pequenos castigos que lhes damos passam por ficarem sentadas enquanto as outras crianças estão a brincar; castigo esse que já não as afeta minimamente!

Que fique bem claro que não sou a favor de violência, muito menos de magoar as crianças, mas uma chamada de atenção a preceito faria com que elas nos tivessem mais respeito, e cumprissem as regras mais importantes.

Isto a falar como profissional de educação. Relativamente aos pais, estes deveriam dar umas palmadinhas bem dadas, no momento certo (Já o psicólogo Quintino Aires também é a favor dessas palmadinhas, pois vi uma vez ele a falar sobre isso num programa da TV) nomeadamente quando as criancinhas acham que são elas que mandam, e quando fazem birras sem nexo nenhum! Mas infelizmente, hoje em dia, muitos pais até têm medo de dar uma palmadinha em público, não vá alguém ver e fazer queixa deles! Outros simplesmente não dão, porque coitadinhas das crianças ainda são pequeninas! Não os contrariem não que logo vão ver....! Eu levo o tempo todo a ter conversas com os pais a dizer-lhes que os seus filhos necessitam de ser contrariados, para que percebam que não são eles que mandam!

Com crianças sem respeito pelos mais velhos estamos a ir por um bom caminho, estamos!